
Falando de
Deus
A maior incógnita do universo
Muitos bravos no decorrer da
história da humanidade tentaram apresentar um modelo ou idéia mais exata da
natureza Divina do dito Criador, mas devido ao desconhecimento real do homem sobre
essa causa original as diversas idéias
surgidas muitas vezes são contraditórias e diante de tanto simbolismo uma
concepção menos mitológica e simples de
entendimento parece ser a mais plausível,
dentro de nossa consciência atual ainda que saibamos que o pensamento
cartesiano não alcança as causa primarias que transcendem
nosso
nível existencial, mas enfim vamos falar da causa raiz de nossos esforços
repetidos e usar como concepção matriz a idéia dos hindus que chamam Deus de
Yshivara ou a ‘suprema consciência’, e que é o príncipio do qual todos
descendemos e retornaremos quanto alcançarmos nossa supra consciência. E para clarear esses
entendimento podemos dizer que quando falamos de Deus nos referimos a essa
fonte suprema ou consciência da qual
todos emananos como gotas de um oceano imenso, e quando falamos de deuses e
deusas nos referimos aos espíritos puros ( que nunca encarnaram ) ou
purificados ( que encarnaram mas se libertaram da roda as encarnações - samsara
).
Assim
com uma divindade suprema andrógina ( amor-sabedoria ), podemos dizer e aceitar que essa divindade ou
DEUS representa a negação do SER enquanto individuo, ou seja, é o espírito , a
fonte inesgotável de vida de onde partimos ‘voluntariamente’ para existirmos
como ‘seres individuais’ ou pseudo-deuses.
É certo também que todas as religiões e
filosofias, todos grupos de bruxos, magos, sacerdotes, devotos, católicos,
protestantes, espiritas, mulçumanos, budistas, etc… conforme a cultura onde
floresceram essas tradições, criaram concepções representativas da divindade,
desde o Deus-homem até a modelos menos individualizados. Assim surgiram os
sacerdotes e gurus como representantes do Deus Uno e reais caminhos de
libertação para muitos pois na contemplação de sua pessoa iluminada como sendo
próprio Deus manifestado, os discipulos deixavam sua individualidade em segundo
plano e alcançavam a iluminação; Esse é o poder do caminho da devoção.. e sobre
esse poder existe até uma lenda Hindu muito interessante onde um homem estava
indo visitar sua mãe e se esqueceu de comprar um presente, mas já perto de sua
casa viu uma carcaça de cão e pegou um de seus dentes e o levou para a saudosa
mãe que era muito religiosa lhe dizendo: eu
trouxe para ti como presente um dente de um prodigioso guru; E sua mãe
recebeu esse presente com muita alegria…
Porém, tempos depois em outra visita, ele viu na porta da casa de sua mãe uma
fila enorme e assustado correu de encontro a progenitora que com um sorriso lhe
disse: Sabe aquele dente que você me trouxe.. eu fiz um altar e o coloquei lá e
depois de algum tempo ele passou a reluzir e a realizar milagres! Moral da
história: reluz até um dente de cão quando há veneração ! Mas voltando à nossa
narrativa sobre o guru, é mesmo um momento de muita felicidade quando um
discipulo encontra um mestre encarnado que traduz todos os seus anseios e que
alcançou um estado elevado de sabedoria e amor; Só que como hoje são raras as
pessoas de grande evolução ou mesmo boa vontade real, na ausência de alguém de
sua total confiança para lhe conduzir, se torna cada vez mais seguro venerar o
Deus em sua forma original de Ishvara, o todo perfeito e se sintonizar aos
espíritos superiores pela prática da canalização das santas almas por meio de
pensamentos, desejos e ações , ou mesmo,
até quando não conseguimos tanta harmonia podemos nos valer da
mediunidade como ferramenta valiosa de apoio ao crescimento espiritual que veio
mesmo como adendo para trilhar esse caminho evolutivo de forma mais rápida e
seguro pois, na mediunidade regeneradora esse contato constante com almas iluminadas deixa marcas em nosso ser, ainda que por simbiose energetica, que nos transformam sensivelmente .
E além dessa parte prática cremos que também
é muito positivo o estudo da filosofia de todas tradições espirituais sem
preconceitos, para abrirmos a mente e expandirmos nossa consciência e assim
podermos com mais facilidade nos desviar da ilusão dos apegos de nosso mundo de
provação. Esse estudo pode mesmo nos afastar do fundamentalismo e dogmatismo
presente nas religiões e nos aproximar do real objetivo da religiosidade que é
o amor e integração entre todos os seres. Assim, deixamos de confundir
religiões que são sistemas hierárquicos e dogmáticos com religiosidade que é
simplesmente ‘amor irrestrito e doação’ fruto de religare que nos une ao divino
em nós.
Então, após ciclos de aprendizagem e sofrimento,
nascimento e mortes, voltaremos a esse estado indiferenciado do ser que a
filosofia oriental denomina de não-ser ou que podemos chamar de Deus já que é a
causa original. Mas isso ainda é tão irracional no nosso nível de consciência
que basta dizer que a evolução espiritual nos beneficia com a felicidade
crescente. E isso é simples mas ao mesmo tempo se torna dificil pois gostamos
mesmo de complicar nossas vidas … As vezes nos apaixonamos sem medidas e
pecamos pela inocência pois não conseguimos distinguir o real do imaginário, e
outras vezes por orgulho queremos entender tudo e negamos aquilo que está além
de nossa compreensão compulsivamente.
Mas
voltando ao tema central de nossa discussão, notamos que a própria tendência de
antropomorfizar Deus, ou seja, lhe atribuir características humanas, parece
estar diretamente relacionada ao grau de desprendimento e consequente evolução
de grupos filo-religiosos. Ilustrando bem essa idéia, alguns chegam a imaginar
Deus como um homem velho, na figura de rei, sentado em ornamentado trono que
julgaria os vivos e os mortos ( esses não creem em reencarnação… ); Outros até
querem justificar sua fé dizendo que a mesma foi inspirada pelo próprio Deus
que ‘pessoalmente’ lhe revelou... Mas enfim, muitas pessoas devem precisar
disso, ou seja, tais sacerdotes precisam justificar suas doutrinas duvidosas e
seus crentes por sua vez precisam se isentar da responsabilidade de crer e
viver apenas dentro daquilo que lhes parece correto, e assim se apoiam, criam e
destroem mitos a todo momento, mitos esses aos quais transferem a
responsabilidade por suas crenças . Essa visão pueril é fruto da incompreensão
do homem quanto a sua própria natureza divina e seu objetivo de aperfeiçoamento
constante.
Nos textos do Gênesis da Bíblia há, referências a El Shadday (literalmente “El da Montanha”, embora a expressão normalmente seja traduzida como “Deus Todo-Poderoso”), El Elyon (“Deus Altíssimo”) e El Olam (“Deus Eterno”). Sabemos que EL significa deus e era o patriarca de Ugarit onde o imaginava como um ancião de vida eterna que morava no alto de uma montanha. EL era então a figura do deus patriarcal e personificado pelos ancestrais dos israelitas: Abraão, Isaac e Jacó. .E de
fato, o arquétipo masculino de deus atribuído pelas sociedades patriarcais
parece ser muito rude e muitas vezes se apresentando sob um caráter de um deus
irado e vingativo para quem não o obedecia,
e que assim deveria ser temido conforme bem representado no Antigo
testamento bíblico . Tentando ver o lado positivo disso, nos parece certamente
com uma personificação da idéia de lei e ainda justiça como aplicação dessa lei
universal, e não propriamente a representação da idéia de um Deus andrógino de
amor-sabedoria acima dos gêneros humanos existentes no nosso plano material.
Curioso
que esse medo da punição se por um lado busca a correção do homem, por outro
lado o instiga e ainda foi usado por lideranças religiosas para controlar e
manipular seus fiéis para que fossem passivos suportando as injustiças sociais
e agressões como se fossem designeos divinos... E esse tom ameaçador é bem
expresso na bíblia em passagens como : "Minha é a vingança e a
recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está
próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar."
(Deuteronômio 32:35 ACF1)

Então,
a idéia então de um deus filho parece ser bem vinda ainda que repetida
representação de um mito solar, mas esse deus filho seria semelhante ao
principio divino orginal, DEUS, trazendo
assim as características de sabedoria do pai associadas ao amor materno. Essa é
mesmo uma solução interessante como meta de realização espiritual para a
humanidade e que chega até nós por todas culturas como a figura de Jesus
Salvador o Cristo, ainda que tal
historia essencialmente tenha se repetido muitas outras vezes desde o conhecido
deus solar Horús Egipcio , na índia Krishna, além de tantos outros como
Dionísio, Buda cujas histórias pessoais mitificadas e ensinamentos são repletas
de similaridades... Mas tudo isso é importante mesmo como código de conduta e
norte para religiosos.

O
principio espiritual caracterizado como um deus solar é comum mesmo nas
tradições religiosas de todos os povos da antiguidade, e apenas eclarecendo sem
intenção alguma de diminuir o valor e importância dos deuses citamos Dupuis, na
obra Origem de todos os Cultos ou a
Religião Universal, que disse a muito tempo o seguinte: “Um deus nascido de
uma virgem no solstício do inverno, que ressuscita na Páscoa, no equinócio da
primavera, depois de haver descido ao inferno; um deus que leva atrás de si
doze apóstolos, correspondentes às doze constelações; que põe o homem sob o
império da luz, não pode ser mais que um deus solar, copiado de tantos outros
deuses heliosísticos em que abundavam as religiões orientais. No céu da esfera
armilar dos magos e dos caldeus via-se um menino colocado entre os braços de
uma virgem celestial, a que Eratóstenes dá como Ísis, mãe de Horus. Seu nascimento
foi a 25 de dezembro. Era a virgem das constelações zodiacais. Graças aos raios
solares, a virgem pôde ser mãe sem deixar de ser virgem… Via-se uma jovem
‘Seclanidas de Darzana’, que em árabe é ‘Adrenadefa’, e significa virgem pura,
casta, imaculada e bela… Está assentada e dá de mamar a um filho que alguns
chamam de Jesus e, nós, de Cristo.”
Mas
além de qualquer deus mítico ou real, a espiritualização do ser é a meta comum
as tradições milenares. E um exemplo da India, é o deus Shiva que caracteriza a consciência espiritual com representação
física da cabeça nos ritos tântricos, que em oposição ao outro extremo da
coluna ou deusa Kali, serve de polarização e orientação do homem que como pedra
bruta deve ser polido para ascender na via evolutiva e reluzir.
Nós
brasileiros, de fato até não precisamos ir tão longe para encontramos traços de
mitos solares onde um deus homem que se sacrifica pela humanidade e ressuscita,
tal como o sol diariamente, porque l temos nos mitos dos indígenas donos da
terra, a figura de um Salvador de nome Yurupari que curiosamente depois foi
caracterizado como demônio pelos catequizadores por medo da associação com a
história de Jesus... E também do livro de nossa autoria “ A Filosofia Oculta
nas religiões” acrescentamos pesquisa
sobre o tema : “...citamos os depoimentos de estudiosos da cultura
indígena como o Padre João Daniel, Couto de Magalhães, Barbosa Rodrigues e
outros que, constataram que os indígenas desconheciam a figura do satanás ou
Diabo em suas crenças, e somente após a doutrinação dos missionários católicos
é que incutiram em suas mentes o mal e a idéia da existência do inferno...”
De
qualquer forma, procurando sermos justos com todos sem preconceitos, sabemos
também é claro que retirando distorções humanas possíveis essa linha espiritual de trabalho evengélico
em um nível elementar lembra ao homem a necessidade de suprimir o impulso
instintivo e se voltar para a espiritualidade como forma de libertação, e em um
nível básico isso inicialmente parece até refletir positivamente como regras
morais para o homem tão adoecido, mas gradativamente essa doutrina da luz se
desdobra como linha do conhecimento, até chegar as prárticas que conduzem ao
verdadeiro despertar da consciência.
Então
para despertar é necessário mesmo estar atento aos sinais para alcançar a
transcendência, buscar ser flexível para estar pronto a mudar sempre que
encontre uma verdade mais límpida que a desposada, e buscar inicialmente o
entendimento dessas palavras de paz, amor e compreensão que apenas repetimos
pois estudando percebemos como são universais e semelhantes os ensinamentos de
Jesus , Buda, Shiva, Oxalá, Yurupari, independentes de qualquer religião
organizada... E estamos mesmo caminhando para isso.. e mesmo que muitos
engrossem as filas da oposição, a caravana prossegue e amanhã eles nos
alcançarão também... Sim, esse é o caminho da chamada era de Aquário, a nova
era dourada, que tem como data alvo de inicio oficial em 2012 mas já está viva
em nós que sabemos que não há como deter a corrente natural dos acontecimentos.

Por
tudo isso um pensamento universalista se mostra como o caminho mais rápido e
seguro para a evolução do ser. Não que as religiões estejam erradas,
cremos que se elas existem são porque as pessoas necessitam delas e podem se
aperfeiçoar nesse grupos até a um determinado nível, assim, são verdadeiros
reformatórios da alma, que proporcionam esteio moral para pessoas comuns. Mas
qual é a diferença da filosofia universalista ? O universalismo é o fim das
religiões e ao mesmo tempo a origem de todas elas pois é sua essência; É o
amor-sabedoria, a unidade, e pela não compreensão dessa idéia é que o homem vem
estuturando sua fé baseada no sistema dúbio natural, ou seja, até a divindade
no plano denso é tida com pólo masculino e feminino, como um Deus bom e um Deus
mal, como Cristo e um opositor Satan, como amor e conhecimento, etc.
Definitivamente esse pensamento é uma ilusão, assim como o próprio mal é um
estado transitório de desvio da lei; Não há dois poderes, não há gênero melhor
ou maior entre os seres, e só a união entre os pares é que pode reproduzir o
estado original do ser uno , o casal virginal, essa é nossa natureza real ..
E
por isso sempre estamos em busca de alguém que nos complete…porque um dia
éramos unos com um ser que se manifestou na natureza com sexo contrário ao
nosso, e isso significa também que para reproduzirmos aquela condição original
de não-ser e alcançarmos a iluminação temos que nos unir em pares, assim como
ensina o Tantra a milênios, e simbolicamente todas as tradições posteriores sob
a figura do casamento . Esse é o famoso discurso das almas gêmeas. Tem mais uma
coisa nessa brincadeira de viver, depois de encontar um par nos resta sermos
unos com toda humanidade ! ;-)

E agora nos voltando aos mistérios dos deuses,
vamos falar do simbolismo relacionado aos representantes do principio masculino
manifestado, e o falo é mesmo sua forma mais autentica sendo uma representação
tântrica do eterno masculino desde o inicio dos tempos, e derivando
representações interessantes e fálicas
atualmente no mundo tal como são as marcas ou obeliscos encontrados em
nossas praças e emconstruções desde o antigo Egito oriundas das civilizações
perdidas . Essas construções são colunas
muitas vezes de peça única e que apontam para o céu, e não raramente são
assentadas em bases circulares representando a união do masculino e feminino..
E foram até usadas como relógios solares , e olhando bem são mesmo como raios
solares refletindo a luz e irradiando as energias telúricas de seus
assentamentos em pontos de força e meridianos da Terra... Continuando então meu
exercício de recordações, com relação ao nosso livro anterior Filosofia Oculta
nas Religiões, lembramos das pontas
irradiantes das pirâmides , e um ponto bem interessante é que a Grande Pirâmide ou Quéops se
encontra justamente no centro de
gravidade do continente, cortada pelo Meridiano terrestre, é considerada
umbigo do mundo. Interessante também com relação ao obelisco, embora um evento trágico, foi o ataque aos E.U.A em 11 de setembro de 2001, onde em Nova York as torres gêmeas ou World Trade Center - símbolo de poderio econômico - foram atacadas, e um outro ataque também ocorreu atingindo o pentágono e comenta-se que o alvo seria o obelisco de Washington com intuito claro de simbolicamente quebrar a coluna ou torre do país com conotação moral e espiritual. Esse obelisco imenso inaugurado em 1888 possui 169 metros de altura, um observatório em seu topo , e existe até uma lei no distrito que impede a construção de edifícios mais altos que ele .
Nos voltando mais
ao intrigante assunto das pontas da Terra ou pirâmides, a Grande Pirâmide do
Egito possui corredores que apontavam a milênios para estrelas de grande
simbolismo histórico como as triplices Sirius ( mãe ) e Orion ( pai ).
Inclusive a própria posição do complexo das 3 pirâmides de Gizé com relação rio
Nilo reproduzem as 3 Marias de Orion relacionadas a Via Láctea... Esse assunto
é bem intrigante e extenso e o desenvolveremos mais em outro capitulo mas basta
lembrar agora que muitos crêem até que são dessas estrelas que vieram os deuses
em um passado distante semeando a vida inteligente na Terra e
iniciando
assim esse ciclo planetário de ronda das almas...
E para quem duvida, existem muitos fatos que deveriam conhecer como o conhecimento dos Mayas sobre o universo e seu famoso calendário onde trazem como 2012 o ano em que a Terra estará alinhada com o centro da galáxia o que marcará o fim de nossa Era e não o fim do mundo como alguns crêem ; Existem também descrições antigas de corpos celestes e até de Plutão feitas por sumérios a 6000 anos ( a ciência descobriu em 1930 ), ou mesmo a informação de que Sirius é uma estrela binária com planetas e mais uma outra estrela estrela oculta no mesmo complexo, o que atualmente astrônomos estão a pesquisar mas já era conhecimento de uma tribo milenar africana chamada Dogan que relata ter recebido o conhecimento de deuses alienígenas. E só para instigar um pouquinho mais o leitor, basta lembrarmos que além da Via Láctea ( com 200 milhões de estrelas ) existem mais de 50 bilhões de galáxias e assim crer que exista vida inteligente só na Terra parece ser mesmo uma grande burrice.. De fato foi divulgado recentemente pela Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS) de Chicago, que existem pelo menos 100 bilhões de planetas semelhantes à Terra, então porque haveria vida somente por aqui ?
E sobre a crença de que descendemos de deuses extra-terrenos ou super homens, isso também não é idéia nova, e tradições tribais de várias partes do mundo sugerem essa descêndencia estelar, e como exemplo, mais próximo de nós lembramos das lendas dos Sioux que falam de civilizações provenientes das Plêiades e dos sistemas estelares de Sírius e Órion, e até os índios Kayapos ( Xikrin ) acreditam serem descendentes de extraterrenos, e só para fechar por hora o assunto como citei as Plêiades ou 7 estrelas então lembro que nosso sol também mais parte desse complexo como uma oitava estrelas que gira em torno da estrela Alcione - Sol central das Plêiades..
Ainda a tempo, da
nossa vivência nos cultos afro-brasileiros,
também lembramos que segundo a
cosmogonia africana no inicio dos tempos Olorum ( DEUS ou principio espiritual ) manipulou a energia
primordial caótica criando o universo fisico que surgiu por
meio do famoso big bang, quando então ELE se manifestou
como Olodumare ( O senhor do arco-iris )
organizando o plano das formas
onde tudo é dúbio, masculino e feminino, positivo e negativa, bem e mau; Depois, ele cria
então Orunmila Ifá o qual é testemunha
da criação; Assim posteriormente cria
aquele que passa a ser considerado como senhor da matéria nessa tradição, o
chamado Exu, que está associado até ao surgimento da humanidade no plano fisico
ou mais propriamente de seu corpos enquanto que os outros Orixas ou potências
divinas regeriam a cabeça dos futuros habitantes do palco da vida..
E por tudo isso que nos chama a atenção
o primeiro ser criado chamado de Orunmila Ifa,
considerado a personificação do próprio destino e para o qual se
consagram homens como babalawos ( pais
do mistério ), que se empenham no caminho do entendimento das escrituras de Ifá
e dominio de oráculos ( sistemas
reveladores do destino por
captação de manifestações do inconsciente ), normalmente se dedicavam a dois métodos onde um é mais simples no qual o
iniciado faz uso de colar com 8 metades de caroços ( opelê ifa ) que lançado cria signos e forma
combinações reveladores; E um outro sistema mais complexo no qual usam 16
caroços de dendê chamados de ikin de Ifá ( coquinhos ) em um jogo sobre um
tabuleiro que pode gerar 256 combinações ou odus cada qual relativo a um verso
esotérico que representa um mistério da natureza e um caminho espiritual
segundo as escrituras sagradas de Ifá, e
também em outro nível provê respostas e obrigações magisticas para que os fiéis
alcancem a solução que necessitam; E por tudo isso era o babalawo quem tirava o
odu do destino do prosélito que seguiria
o culto aos Orixás. Culto esse então
ligado mas diferenciado das práticas dos
babalawos, onde os cultuadores dos Orixás normalmente buscam sua realização
espiritual não no estudo dos odus mas
sim no transe e contato com seu Orixá que é o arquétipo chave de sua própria
essência, assim como, tantos outros mais
se dedicam a contatar e mediar os
ancestrais divinizados , entidades guias
e protetores que trazem suas forças e orientações de vida por meio de um
processo mediúnico chamado de incorporação no qual a personalidade da entidade
domina o médium ou iniciado nesse mistério..
E posteriormente surgiu na África o que
se difundiu muito no Brasil que foi um outro oráculo africano chamado de merindilogum ou jogo de búzios que não
apresentava restrições a prática para
mulheres e por ser até mais simples se
tornou mais popular entre os praticantes dos cultos afro-brasileiros, e de certa forma acabou libertando as sacerdotizas da necessidade de
ter contato com um babalawo para que ele se definisse o então caminho do
destino ou odu dos fiéis. Então, o que ocorreu foi que os praticantes legitimos
desses métodos ancestrais do Ifá ficaram cada vez mais raros , ainda que haja
um novo movimento para revitalizar esse caminho e a antiga ordem esotérica Ogboni ( Ogbon = sábio + Eni=o que é ) sediada na
cidade de Ile Ifé em Oshogbo ou Nigéria, onde se encontra o chefe supremo do
culto de Ifá chamado de Arabá segundo
transmissão de herança cultural e linhagem sanguinea familiar milenar.

Outro fato digno de nota
é que o nome da cidade de Ilê ife vem do termo ilê-nfê que faz memória a origem
e expansão da terra firme sobre um planeta tomado por águas, que teria havido a
partir daquele ponto por meio de um personagem mítico chamado na Africa de
Oduduwá ou criador da existência terrena ( que se tornou uma divindade na nação
Keto e aparece nos mitos ao lado de seu irmão Obatalá ou Oxalá - o senhor dos
céus ), e ele teria fundado inclusive as atuais Nigeria e Benin africanas.
Estudiosos relacionam esse deus Oduduwá ao conquistador bíblico poderoso,
senhor de muitos reinos depois do diluvio, chamado de rei Ninrode ( nome da
raiz hebraica radh = rebelar-se - possivelmente um apelido histórico posterior
a sua vida devido a ele ter por fim se tornado poderoso demais e nos seus atos
se voltado contra as deis divinas , e assim o associam também a figura de Ninus
- rei babilonico - Babel significa portal de Deus mas sabemos bem que a torre
com esse nome tem outra conotação bíblica ), e certo ou não, o classificam até
por isso como um ancestral divinizado e não propriamente um deus Orixá; Assim
Nimrod sendo considerado bisneto de Noé e enviado do deus Jeová israelita ,que
foi chamado de Oludumaré na África, é para muitos uma personificação de Oduduwá
no pós diluvio biblico ou fim da Atlantida... E existe até uma pedra ou
monolito lembrando também um obelisco rústico na Nigéria chamada de
Opa-Oranmiyan com inscrições em hebraico como: YOD (divindade); RESH (una); VO
(origem); BETH (movimento de luz); ALEPH (para estabilidade coletiva). E essas
letras formam o termo YORUBÁ, grande império africano, e o citado monolito é
tido como marco do inicio do mundo, túmulo de Oduduwá ou de seu bisneto e rei
Oraniyan . Muito mais curiosamente, esse deus é cultuado hora como o homem
criador e hora como a própria deusa da terra demonstrando um caráter andrógino
comum a deuses filhos ou referencia a própria divindade suprema de onde todos
viemos. Mas o mais comum pode ter sido que o titulo até então dado a divindade
feminina foi atribuido ao poderoso rei no decorrer dos eventos históricos e
muitos autores para simplificar passaram a identificar o rei como Odùdúwà e a
deusa como Odudua - já com um novo significado relacionado a profundidade - a
chamando também de Iyami odu ( senhora planetária do mistério e da cabaça da
criação - Igbadu ) em associação assim aos mistérios de Ifá e aos mistérios do
eterno feminino representados pelas Iyami Osoronga...
E
chegando ao fim de nosso discurso, não
podemos esquecer da outra figura de fundamental importância da iconografia
Africana, além de Ifá e os Orixás, o chamado o Orixá da matéria ou até fálico,
intermediário de todos os outros para com a humanidade e chamado de Exu, sendo
aquele que traz o poder fertilizador da Terra e dinamizador do falo, e a
habilidade de dar mobilidade para a humanidade se disvencilhar das suas amarras
de todos os tipos e transcender pois ele é o mais humano dos Orixás e aquele
que deve ser invocado sempre primeiro lugar em qualquer trabalho espiritual
segundo essa tradição de origem africana revigorada e repaginada no Brasil como
Candomblé, Omoloko, e até Umbanda.
Falando do polêmico Exu , Jorge Amado o
descreveu :
NÃO SOU PRETO, BRANCO OU VERMELHO
TENHO AS CORES E FORMAS QUE QUISER.
NÃO SOU DIABO NEM SANTO, SOU EXU!
MANDO E DESMANDO,
TRAÇO E RISCO
FAÇO E DESFAÇO.
ESTOU E NÃO VOU
TIRO E NÃO DOU.
SOU EXU.
PASSO E CRUZO
TRAÇO, MISTURO E ARRASTO O PÉ
SOU REBOLIÇO E ALEGRIA
RODO, TIRO E BOTO,
JOGO E FAÇO FÉ.
SOU NUVEM, VENTO E POEIRA
QUANDO QUERO, HOMEM E MULHER
SOU DAS PRAIAS, E DA MARÉ.
OCUPO
TODOS OS CANTOS.
SOU MENINO, AVÔ, MALUCO ATÉ
POSSO SER JOÃO, MARIA OU JOSÉ
SOU O PONTO DO CRUZAMENTO.
DURMO ACORDADO E RONCO FALANDO
CORRO, GRITO E PULO
FAÇO FILHO ASSOBIANDO
SOU ARGAMASSA
DE SONHO CARNE E AREIA.
SOU A GENTE SEM BANDEIRA,
O ESPETO, MEU BASTÃO.
O ASSENTO? O VENTO!..
SOU DO MUNDO,NEM DO CAMPO
NEM DA CIDADE,
NÃO TENHO IDADE.
RECEBO E RESPONDO PELAS PONTAS,
PELOS CHIFRES DA NAÇÃO
SOU EXU.
SOU AGITO, VIDA, AÇÃO
SOU OS CORNOS DA LUA NOVA
A BARRIGA DA RUA CHEIA!...
QUER MAIS? NÃO DOU,
NÃO TOU MAIS AQUI.
Como citamos os oráculos africanos e os deuses, temos que lembrar também do deus grego Apolo que foi a divindade solar mais cultuada na antiguidade, filho do deus Zeus e a deusa Leto e irmão gemeo da deusa Artemis...Ele era considerado o deus dos céus e senhor do famoso oráculo de Delfos, sendo o chefe supremo das Musas, trazia assim as virtudes masculinas e femininas próprias dos deuses filhos, como razão,força, beleza e harmonia. E era representado em imagens como um jovem nú muitas vezes portanto arco e flecha, e trazendo também animais como a serpente que lembra o poder fálico e a coluna do homem e do templo.
Sobre Delfos, o oráculo do Monte Parnaso, ele foi um templo onde se reuniam as profetisas ou pitonizas ( nome relativo a vitoria de Apolo ou espirito sobre a serpente Piton ou matéria ), e elas vestidas de branco com louros da fronte, conduzidas por sacerdotes, bebiam da água da fonte e aspiravam vapores provindos da Terra, gases subterraneos, que induziam as visões proféticas para o peregrinos.
Delfos foi mesmo considerado o umbigo do mundo onde ser processavam até outros eventos como os jogos Piticos em honra a Apolo, de 4 em 4 anos, mas o que mais nos marca de Delfos são as famosas incrições no templo que dizem: gnothi seauton ou conhece-te a ti mesmo . Palavras chave na filosofia de Sócrates que quando foi considerado o homem mais sábio da Grécia disse as famosas palavras : só sei que nada sei !

Bem,
já nos estendemos demais, mas finalizando deixamos essa figura divulgada por
evangélicos ( chamados de Testemunhas de Jeová )onde vemos claramente deuses masculinos na forma de espíritos coroados portanto bordões fálicos e destruindo vasos de barro que representam a
matéria e da qual nos libertaremos somente quando da verdadeira iluminação
espiritual no caminho do amor-saberia . Concluindo, o nome Jeová lembra tradições muito antigas, Javé ou Yahweh em hebraico cujo nome dizem ter vindo de uma divindade cananéia , mas ainda provém de fontes muito mais antigas, com relações com Shiva e Iswara da India, ainda que a sonoridade original foi perdida pelo costume de não pronunciar a palavra por respeito, e a própria nação israelita teria se formado por adoradores de Javé ou javistas que documentos egípcios chamam de Shasu ou nômades. Tudo está conectado, “Duas ou três inscrições egípcias mencionam um lugar chamado 'Yhwh dos Shasu', o que, para alguns especialistas, parece ser 'Javé dos Shasu'. - diz Mark S. Smith, pesquisador da Universidade de Nova York e autor do livro “The Early History of God” (“A História Antiga de Deus”).
E
por fim, pedimos perdão se cansamos ou agredimos os leitores de algum modo.
Que
Deus nos ilumine. Eduardo Parra (Yabhaktiswara)
"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses. Sócrates "

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